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Dólar sobe e Bolsa cai, mas mercado desvincula movimento da cena eleitoral

Dólar sobe e Bolsa cai, mas mercado desvincula movimento da cena eleitoral


19/10/2018 02:35

 

 

Jair Bolsonaro: Campanha de Jair Bolsonaro foi acusada de receber financiamento irregular por parte de empresários© Agência Brasil Campanha de Jair Bolsonaro foi acusada de receber financiamento irregular por parte de empresários

De olhos colados no noticiário político, o mercado financeiro não poderia deixar de lado a denúncia contra a campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, empresários custearam campanhas de 12 milhões de reais no WhatsApp para promover a candidatura do capitão reformado. No entanto, analistas afirmam que a denúncia pouco influencia as decisões dos investidores por enquanto.

Nesta quinta-feira, 18, bolsa e real se desvalorizaram. Porém, a explicação está no exterior. O mercado financeiro está mais pessimista com o indicativo do Fed, o banco central dos Estados Unidos, de que continuará a elevar a taxa básica de juros americana.

O Ibovespa, principal índice de ações da B3, a bolsa de valores de São Paulo, fechou em queda de 2,24%, aos 83.847 pontos. Já o dólar encerrou o pregão em alta de 1,16%, a 3,725 reais. Os analistas citam a queda do índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, para mostrar que a queda foi generalizada nos mercados. Às 17h15, o indicador registrava queda de 1,27%.

O desempenho das maiores ações brasileiras também está relacionado ao mercado externo. A Petrobras perdeu 2,38% de valor, com ações cotadas a 25,82 reais. Já a Vale caiu 3,98%, com papéis a 56,46 reais.

“O mercado está um pouco mais apreensivo com as altas dos juros americanos. Além disso, há uma pequena influência das vendas para realização de lucros após os ganhos dos últimos dias, um movimento intrínseco das eleições”, afirma Marco Tulli, gestor de mesa de operações da Coin Valores.

O gestor afirma que o desempenho da bolsa nesta quinta não tem ligação direta com o noticiário político. “Recebemos informações da área jurídica, mas nós, economistas, não conseguimos ver influência”, diz Tulli.

André Perfeito, economista-chefe da corretora Spinelli, afirma que o mercado deve deixar um pouco de lado o cenário eleitoral com a consolidação de Bolsonaro como favorito para ao segundo turno. Contudo, uma nova notícia pode movimentar os índices.

“O mercado não acredita que as eleições possam ser impugnadas devido a essa notícia”, afirma Perfeito. “Apesar de não sabermos como o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] vá se comportar em relação a isso, é necessário alguma coisa mais forte para desatrelar a bolsa do mercado internacional”, diz.

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